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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Como Trabalhar e Ganhar Dinheiro com Reciclagem

Pode até não parecer, mas grande parte do material que vai para o seu lixo vale um bom dinheiro. Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores organizados e não organizados, ou seja, são as iniciativas para reciclagem que movimentam esse mercado tão grande. Mas como ganhar dinheiro com lixo?

Como trabalhar com reciclagem?

Como ganhar dinheiro reciclando? Com a venda de material reciclável, você pode dar aquela baita força no orçamento doméstico e, ainda de quebra, ajudar o planeta. Em primeiro lugar, comece investindoem lixeiras nas quais você possa separar o lixo de sua casa. Se os resíduos são misturados, em geral, apenas 1% pode ser reciclado. Se há a separação correta, o índice de aproveitamento passa para 70% ou mais. Bom, não é? Incentive seus familiares e amigos a também separar o lixo e ajudá-la nessa missão.
Como Trabalhar e Ganhar Dinheiro com Reciclagem
Ganhe dinheiro com material reciclado

É possível ganhar dinheiro com reciclagem?

Ganhar dinheiro com lixo tem se tornado um grande negócio em nosso país. Existem empresas que são especializadas na captação e revenda desse tipo de material, e que se sustentam e pagam seus funcionários e fornecedores a partir disso. Vender material reciclável para essas empresas pode render desde um troquinho para as despesas menores quanto virar realmente uma segunda fonte de renda.

Onde vender latinhas de alumínio

O alumínio é o campeão de reciclagem no nosso país. 90% do alumínio descartado é reciclado, segundo dados do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado desse tipo de sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico.
Onde vender latinhas de alumínio que você juntou por alguns dias, e acha que já tem uma boa quantidade? Você pode procurar as cooperativas de reciclagem do seu bairro ou próximas a ele, e levar o seu material. Empresas que compram material reciclado costumam pagar por quilo do material, então espere juntar uma boa quantidade antes de vender. O valor do quilo da latinha, ou do alumínio em geral, varia conforme a região, mas pode dar algo em torno de R$ 5. Um quilo de latinhas de alumínio contém mais ou menos 75 latas. Para que elas não ocupem muito espaço no armazenamento, você pode amassá-las com uma pisada forte, diminuindo o tamanho delas.

Onde vender garrafas pet?

As garrafas pet são bastante procuradas para reciclagem. Quem não as reaproveita em casa, pode e deve acumular esse material para revender. Para saber onde vender garrafas pet, procure também as empresas de reciclagem da sua região, que são quem compra garrafa pet.

Onde vender papel para reciclagem

Sabe quando damos aquela limpa nos armários de casa, e jogamos fora sacos e sacos de revistas antigas, cadernos velhos, e papeis em geral? Em vez de mandar esse material para o lixo, você também pode revender para reciclagem. Uma dica importante: nunca misture material orgânico ao lixo que você está separando para reciclagem. Se isso acontecer, o lixo reciclável fica inutilizado.
Como Trabalhar e Ganhar Dinheiro com Reciclagem
Separe o lixo e ganhe dinheiro

Como ganhar dinheiro com lixo eletrônico

Outro tipo de reciclagem que vem crescendo cada vez mais no país é a reciclagem de lixo eletrônico. 50 milhões de toneladas desse tipo de resíduo, também chamado de e-lixo, são jogadas fora ao ano no mundo.
Partes desse lixo são muito valiosas para o mercado da reciclagem, e é daí que vem a dica de como ganhar dinheiro com lixo eletrônico. Busque empresas especializadas nesse material e venda seu computador velho, monitor, TV, celular, microondas... tudo que for eletrônico e não lhe servir mais. Nunca descarte no lixo comum, evitando assim contribuir com a poluição. Descobrindo onde vender lixo eletrônico, você sempre pode voltar quando for trocar algum produto do tipo que não servir mais, e indicar para os seus amigos.

Empresas que compram material reciclável

Fuçando na internet, é possível descobrir o endereço de alguma empresa que compra lixo reciclávelna sua cidade. Com a pesquisa você saberá onde vender material reciclávelonde vender alumínio, papel para reciclagem, e outros tipos de material. Se organizando bem e separando corretamente, seu lixo pode ser um luxo!

Escola de Gestão Comunitária oferece oportunidade para qualificação, com aulas sobre legislação, mediação de conflitos e outros temas

Estão abertas as inscrições de cursos gratuitos para síndicos, zeladores e porteiros, da Escola de Gestão Comunitária da Administração de Brasília, para capacitar lideranças comunitárias sobre legislação de condomínios, mediação de conflitos, engenharia e noções de contabilidade, entre outras questões do dia a dia dos condomínios. Os cursos fazem parte do terceiro ciclo de turmas e as aulas serão ministradas por técnicos do GDF e especialistas de entidades parceiras.

O projeto oferece cursos e palestras para zeladores, porteiros, síndicos, prefeitos de quadras e membros de associações de moradores. "É uma oportunidade de qualificação para se colocar no mercado de trabalho como porteiro, zelador ou síndico profissional, em um mercado que pede cada vez mais qualificação e profissionalização", explicou o coordenador da Escola de Gestão Comunitária, Paulo Roberto Melo.

Os cursos abrangem estratégias de segurança, motivação, regras de limpeza, estratégias de negociação, noções de contabilidade, direito, eventos, organização, engenharia, entre outros temas. Os alunos também aprendem sobre o tombamento de Brasília e regras para intervenção e a relação estado/sociedade civil no DF. Os horários das aulas vão de 19h as 22h15min e a carga horária varia de sete a 80 horas-aulas.

As aulas têm início em fevereiro e contam com a participação de representantes da CEB, Caesb, Novacap, Detran, Agefis, SLU, Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Militar. Está prevista, também, a abertura para mais sete cursos, nas áreas de empreendedorismo, eventos, administração do tempo, formação em relações humanas, formação de agentes de mediação comunitária, formação de agentes multiplicadores de prevenção às drogas.

Para se inscrever é só acessar o site da Administração de Brasília e clicar no link "Escola de Gestão Comunitária". 

Lição de casa para os pais

Pesquisas mostram que nada é tão decisivo para um bom desempenho escolar quanto o incentivo dos pais para os estudos. Já se sabe até como eles podem dar esse empurrão

A volta às aulas traz à tona uma das questões mais incômodas para pais de estudantes em todos os níveis de ensino: como ajudar a despertar nos filhos a curiosidade intelectual e fazê-los cultivar o apreço pelo estudo? Para tarefa tão complexa, não existe uma fórmula mágica que, aplicada à risca pela família, resultará num aluno exemplar. A excelência, afinal, é produto de muitas variáveis, tais como o talento individual e os estímulos providos pela própria escola – e não apenas de um ambiente favorável ao aprendizado em casa. O que já se sabe, no entanto, é que a participação dos pais é fundamental, se não decisiva, para um bom rendimento escolar. "Nenhum outro fator tem tanto impacto para o progresso de um aluno quanto a interferência adequada da família. E isso se faz sentir, positivamente, por toda a vida adulta", diz o economista Naércio Menezes, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e autor de um recente trabalho sobre o assunto no Brasil. O conjunto de medidas que surtem resultado, uma vez adotadas com persistência em casa, chama atenção pela simplicidade. Apenas incentivar o filho a fazer a lição de casa e a ir à escola todos os dias, providenciar um lugar tranquilo onde ele possa estudar e comparecer às reuniões de pais tem o efeito de elevar as notas em torno de 15%, segundo a pesquisa do Insper.
educar para crescerAs boas práticas que se originam desse e de outros estudos (listadas abaixo) não fogem muito do que sugere o senso comum. Tome-se o exemplo da lição de casa. Muitos pais se angustiam porque não têm a menor ideia de como responder a dúvidas de matemática ou física. Mesmo quando dominam um assunto, ficam na dúvida: até que ponto prestar ajuda quando são requisitados? Na verdade, tudo o que é necessário é incentivar uma leitura mais atenta do enunciado, indicar fontes de pesquisa ou estimular uma nova reflexão sobre o problema. Jamais dar a resposta certa, procedimento cuja repetição está associada à queda no rendimento do aluno. "Participação exagerada só atrapalha. A independência nos estudos deve ser cultivada, e não tolhida", diz Maria Inês Fini, doutora em educação. Os especialistas concordam que não cabe aos pais agir como professores em casa – confusão comum, e sem nenhum reflexo positivo. O que sempre ajuda, aí sim, é demonstrar, desde cedo e de forma bem concreta, quanto se valoriza a educação, essa talvez a maior contribuição possível da família. Daí a relevância de montar umabiblioteca em casa ou de manter o hábito de conversar com os filhos sobre o que se passa na escola. De acordo com uma recente compilação de 29 estudos sobre o tema, esse tipo de ambiente se traduz numa série de indicadores positivos, como mais vontade de ir à aula, um comportamento melhor na escola e expectativas mais elevadas sobre o futuro.
Os pais brasileiros estão longe de figurar entre os mais participativos na rotina escolar. Enquanto nos países da OCDE (organização que reúne os países mais ricos) 64% deles se dizem atuantes, no Brasil esse dado costuma variar entre 20% e 30%, dependendo de quem dá o número. Parte do flagrante desinteresse se deve à baixa escolaridade de uma enorme parcela dos pais, que não permaneceu na escola tempo suficiente para aprender a ler, tampouco para consolidar o hábito do estudo de modo a passá-lo adiante. "Quase não estudei na vida e sempre tive muita dificuldade para ajudar o meu filho nisso", diz a cearense Maria de Fátima Lima, 40 anos, que deixou a escola na 2ª série do ensino fundamental e é mãe de Mailson, de 9 anos. Mas isso não explica tudo. A experiência dos colégios particulares também aponta para a distância dos pais. Uma das razões remete ao fato de a educação no Brasil ainda não ser vista como artigo prioritário – inclusive nas classes mais altas. Em uma nova pesquisa da consultoria Nielsen, a educação aparece em quinto lugar entre as maiores preocupações dos brasileiros. Vem atrás de estabilidade no emprego, equilíbrio entre trabalho e lazer, pagamento de dívidas e a economia do país.
Manoel Marques
Quando os pais apitam O cientista social Lotufo e sua família: ele tem cadeira no conselho da escola

Outra explicação para a distância que separa os pais da vida escolar está numa ideia incrustada no pensamento do brasileiro: a de que a escola deve se encarregar, sozinha, do processo educativo. Essa é a visão predominante na América Latina e oposta à que impera nos Estados Unidos ou em países asiáticos. "Os pais fazem fila na porta da minha sala para saber como vão seus filhos", relata Soleiman Dias, professor brasileiro que há sete anos dá aulas na Coreia do Sul. Essa atividade lhe consome uma hora por dia. Nada parecido com o que se vê na maioria das escolas brasileiras. "Em países mais dependentes do estado, como o Brasil, a tendência é terceirizar responsabilidades", diz o economista Claudio de Moura Castro, articulista de VEJA e especialista em educação. "É o que fazem as famílias brasileiras ao esperar que todas as iniciativas partam da escola." A esse caldo cultural somam-se ainda os efeitos do que se seguiu aos anos 60. A partir daí, inicia-se no Brasil um forte processo de contestação à noção de hierarquia, tendo como pano de fundo a escalada dos movimentos estudantis e a contracultura. Na relação entre pais e filhos, o conceito de liberdade passou a ser confundido com permissividade. Avalia Tania Zagury, educadora e autora do livro Escola sem Conflito: Parceria com os Pais: "A inabilidade das famílias em estabelecer limites em casa faz com que deleguem à escola tarefas que deveriam ser delas também".
Os efeitos são desastrosos. A pressão exercida sobre a escola não leva a nenhum ganho para os alunos. "Existe aquele perfil de pai que só se preocupa com a nota do filho e chega aqui dizendo: ‘Eu pago por esse serviço e quero um retorno’", conta Sílvio Barini, diretor do São Domingos, colégio particular de São Paulo. "Ele não faz a sua parte e espera da escola soluções milagrosas." Não é, no entanto, a reação mais comum ali. A participação das famílias no colégio se tornou relativamente alta de dois anos para cá, com a presença dos pais num conselho que, entre outras coisas, toma decisões sobre o orçamento e trata das questões do ensino. O sistema, implantado nos anos 90, a princípio não deu certo. As famílias tentavam apitar até no currículo. Estabelecidos os limites, hoje funciona bem. "É uma chance de opinar sobre o destino das mensalidades que pagamos e de conhecer bem os professores", diz o cientista social Hernani Lotufo, 55 anos, que tem cadeira no conselho e é pai de Maria Clara, 6, e João Miguel, 11. Não é preciso, no entanto, despender tanto tempo para influenciar positivamente na rotina escolar. Às vezes, não é necessário sequer ir à escola. É o que propiciam colégios como o Bandeirantes, em São Paulo, que já colocam na internet fichas dos alunos, com notas e faltas, além do programa das aulas. O contato pessoal com os professores fica a critério dos pais. Diz a psicóloga Monica Dib, mãe de André, 16 anos: "Eu, que tenho pouco tempo para estar inteirada, hoje consigo manter ótimas conversas com meu filho sobre a escola". 
Manoel Marques
Boletim na rede A psicóloga Monica Dib: ela acompanha o desempenho do filho, André, pela internet

Apesar de ainda raras, as boas iniciativas das escolas brasileiras para atrair os pais começam a revelar seus efeitos. Eles já aparecem, por exemplo, num conjunto de escolas públicas onde a Unesco, em parceria com o Ministério da Educação, encontrou programas eficazes. Alguns de seus princípios podem ser facilmente transplantados para a realidade dos colégios particulares. Por exemplo, a ideia de prestar aos pais um atendimento mais individualizado, bem diferente do das enfadonhas reuniões bimestrais. Um programa implantado em 47 escolas de Taboão da Serra, município localizado na região metropolitana de São Paulo, chega a enviar os professores à casa dos estudantes, para orientar os pais sobre como ajudar nos estudos e saber mais do que se passa com cada aluno. "Com isso, posso traçar um plano de aulas mais ajustado às necessidades reais dos alunos", diz a professora Guiomar Souza, munida dos resultados dessas medidas. Em dois anos, as notas dos estudantes em exames oficiais subiram 10%. Reuniões individuais com cada família, mesmo que sejam na escola, já têm bom efeito. Em 137 colégios municipais de Teresina, professores e assistentes sociais são treinados para conseguir orientar melhor os pais nesses encontros. A diferença se revela na casa de gente como Maria da Silva Costa, 57 anos, responsável pela criação do neto, César. "Não sei ler, então a escola sugeriu que eu pedisse a meu neto que lesse contas e cartas para mim. Ele adorou."
Fotos Marcos Rosa e Manoel Marques
Visitas da escola Os estudantes Larissa Silva (acima, no balanço), de Taboão da Serra, e Mailson Lima(à dir.), de Iguatu, no Ceará: o atendimento é em casa

As pesquisas não deixam dúvidas quanto à eficácia de uma boa relação entre a escola e a família, ainda que ela não precise ser assídua nem tão intensa. A experiência de pais como a psicóloga Virgínia Carnevale e o engenheiro Paulo Nessimian aponta para ganhos bem concretos. Com dois filhos formados e outros dois matriculados no Santo Inácio, colégio particular do Rio de Janeiro, o casal sempre manteve um ótimo diálogo com a escola. "Quando aparece uma nota baixa no boletim, sento com o coordenador e traçamos juntos um plano para resolver o problema", exemplifica Virgínia. O colégio dispõe de profissionais de plantão para atender pais como ela, desenvolve atividades esportivas que incluem as famílias e ainda abre as portas para que organizem festas ali – todas medidas para chamar atenção para a escola. Isso certamente ajuda a explicar por que o Santo Inácio aparece entre as dez melhores do país, no ranking do Enem. Conclui a especialista Maria Helena Guimarães: "O esforço conjunto da escola com a família se traduz num potente motor para o aprendizado". 
Manoel Marques
Alta participação, bons resultados Em Itaiçaba, no Ceará, pais ajudam até no recreio: a evasão caiu a zero

Compensa. Um estudo da Fundação Getulio Vargas mostra que os efeitos da presença dos pais na vida escolar, ainda que mínima, se fazem notar por toda a vida adulta. Na infância e na adolescência, a participação da família não está associada apenas às notas mais altas, mas também a uma considerável redução nos índices de evasão. Para se ter uma ideia, o risco de que crianças egressas de um ambiente favorável aos estudos abandonem a escola cai, em média, 64%. É uma diferença gritante – e decisiva para o sucesso bem mais tarde, no mercado de trabalho. Basta dizer que cada ano a mais na escola faz subir o salário, em média, 15%. O impacto aumenta na medida em que se progride nos estudos. Um ano de pós-graduação, por exemplo, significa um ganho de quase 20% no salário. "Quanto mais educação, maior será o retorno", resume o economista Marcelo Neri, autor da pesquisa. É razão suficiente para que os pais brasileiros comecem a prestar mais atenção à rotina escolar.
Manoel Marques
O leitor Maria Costa (à esq.) incentiva o neto, César, a ler para ela: os avanços são visíveis

Com reportagem de Marcelo Bortoloti e Renata Betti

O dever da família

As dez principais descobertas dos especialistas sobre quando e como 
os pais podem ajudar a despertar nos filhos a curiosidade intelectual 
e fazê-los alcançar um desempenho melhor nos estudos
1. Ter livros em casa
E, no caso de filhos pequenos, ler para eles. O hábito, cultivado desde cedo, faz aumentar o vocabulário de forma espantosa. Segundo estudo do americano James Heckman, prêmio Nobel de economia, uma criança de 8 anos que recebeu esse tipo de estímulo a partir dos 3 domina cerca de 12 000 palavras – o triplo de um aluno sem o mesmo empurrão. A diferença se faz sentir na assimilação de conhecimento em todas as áreas. Ao analisar o fato de a Finlândia aparecer sempre na primeira posição nos rankings de educação, um estudo da OCDE confirma: o incentivo precoce à leitura em casa tem um papel decisivo.


2. Reservar um lugar tranquilo para os estudos
A ideia é cuidar para que o ambiente ofereça o mínimo necessário: mesa, cadeira, boa iluminação e distância da televisão. Já na pré-escola, os pais podem definir o local e incentivar seu uso diário. Os benefícios, já quantificados, são os esperados: concentrado, o aluno aprende mais e erra menos.


3. Zelar pelo cumprimento da lição
Ainda que a criança seja pequena e a tarefa, bem fácil, é importante mostrar a relevância dela com gestos simples, como pedir para olhar o dever pronto ao chegar em casa. Até cerca de 10 anos, monitorar diariamente a execução da lição não é excessivo. Ao contrário. Esse é o momento de começar a sedimentar uma rotina de estudos, com horário e local, mesmo que seja mais uma brincadeira. Um relatório da OCDE não deixa dúvidas quanto às vantagens. Os melhores alunos no mundo todo levam a sério o dever de casa.

4. Orientar, mas jamais dar a resposta certa
Solucionar o problema é uma tentação frequente dos pais quando são acionados a ajudar na tarefa de casa. Não funciona. O que dá certo, isso sim, é recomendar uma leitura mais atenta do enunciado, tentar provocar uma nova reflexão sobre o assunto e, no caso de filhos mais velhos, sugerir uma boa fonte de pesquisas. Se o erro persistir, deixe-o lá. Já se sabe que a correção do professor é decisiva para a fixação da resposta certa.
5. Preservar o tempo livre
Muitos pais, ávidos por proporcionar o maior número de oportunidades aos filhos, lotam sua agenda de atividades fora da escola. O resultado é que sobra pouco tempo para brincar, esse também um momento sabidamente precioso para o aprendizado. Na escola, por sua vez, crianças com rotinas atribuladas demais costumam demonstrar cansaço, o que frequentemente compromete o próprio rendimento.
6. Comparecer à reunião de pais
Mesmo que seja muitas vezes enfadonha, ela proporciona no mínimo uma chance de sentir o ambiente na escola, saber da experiência dos demais alunos e tomar contato com a visão de outros pais. A ida a esses encontros tem ainda um efeito colateral menos visível, mas já bastante estudado: a presença dos pais é uma demonstração de interesse que contribui para o envolvimento dos filhos com a escola.


7. Conversar sobre a escola
A manifestação de interesse, por si só, é um indicativo do valor dado à educação pela família. Os efeitos são ainda maiores quando o estudo é tratado como algo agradável e aplicável à vida prática, e não um fardo. Uma recente compilação de estudos, consolidada por um centro de pesquisas do governo americano, mostra que um pai que consegue produzir esse tipo de ambiente em casa aumenta em até 40% as chances de o filho se tornar um bom aluno.


8. Monitorar o boletim
No caso de um resultado ruim, o melhor a fazer é definir um plano para melhorar o desempenho – mas não sem antes consultar a escola e avisar o filho de que está fazendo isso. O objetivo aí é estabelecer, junto com o colégio, uma estratégia para reverter a situação e saber qual será, exatamente, sua participação. Está mais do que provado que castigo, nesse caso, não funciona. Só diminui o grau de autoconfiança, já baixa, e agrava o desinteresse pelos estudos.

9. Procurar o colégio no começo do ano

É a ocasião em que cabe perguntar, pelo menos em linhas gerais, o que a escola pretende ensinar em cada matéria. Trata-se do mínimo para poder acompanhar tais metas e, se preciso, cobrar sua execução.
10. Não fazer pressão na hora do vestibular
O excesso de pressão por parte da família só atrapalha no momento mais tenso na vida de um estudante. À mesa do jantar, os pais darão uma boa contribuição ao evitar falar apenas disso. Mas podem ajudar mais, principalmente zelando para que o ambiente de casa na hora do estudo não fique barulhento demais e para que o filho não se comprometa com muitas atividades. O lazer, no entanto, não deve ser suprimido. É o que dizem os especialistas e os próprios campeões no vestibular: em 2008, os mais bem colocados em dez áreas mantiveram uma pesada rotina de estudos, mas, pelo menos no fim de semana, preservaram algum tempo livre.

A importância do pai no incentivo à leitura dos filhos

Leitura53 
Vivemos em uma sociedade em acentuado processo de transformação e que vem questionando, de modo salutar, os padrões rígidos de comportamento vigentes durante longo tempo – que se mostram incompatíveis com a multiplicidade do mundo contemporâneo. Hoje, homens e mulheres, que até pouco tempo tinham papéis muito definidos na sociedade, gozam de mais liberdade para escolher os rumos da vida de acordo com os próprios anseios. Dessa maneira, vemos cada vez mais mulheres ocupando espaço no mercado de trabalho, enquanto os homens assumem tarefas que antes eram essencialmente femininas, tais como cuidar dos filhos ou da rotina doméstica. Além disso, o número crescente de filhos de pais divorciados alterou o paradigma da família tradicional e, em muitos casos, forçou os homens a abrir mão da condição exclusiva de provedor, levando-os a ter participação mais ativa na educação dos filhos. Há casos, inclusive, em que pais e filhos passaram a conviver sem a presença das mães.
Em um país como o Brasil, ainda carente de cultura e conhecimento, esse novo homem pode desempenhar um papel fundamentalno fomento à leitura entre filhos, netos ou sobrinhos. Explicando melhor... meninos necessitam de um referencial adulto masculino no qual se espelhar. É o pai – ou um avô, um irmão bem mais velho ou um tio próximo – quem cumpre essa função, sobretudo na adolescência, quando todos entramos em um período turbulento de inseguranças e questionamentos. Em muitos artigos, debates ou teses, fala-se muito do papel da mãe na educação dos filhos, mas raramente vejo alguma menção à importância do pai. Isso talvez explique, em parte, o fato de o número de leitoras ser muito superior ao de leitores. Meninos, infelizmente, ainda são criados de acordo com uma noção falsa e arcaica de masculinidade.
Parece incrível, mas é comum vermos pais preocupados com filhos que passam as tardes em casa lendo, em vez de estarem jogandofutebol com os amigos “como toda criança normal”. Muitos chegam a recorrer a psicólogos para diagnosticar e, se possível, reverter o suposto distúrbio. É interessante notar que esses pais são os mesmos que, curiosamente, cobram notas altas nos boletins dos filhos, ignorando que é justamente a leitura regular o principal agente de um bom desempenho escolar. O jovem que lê com regularidade tem maior capacidade de concentração e de compreensão da língua escrita; automaticamente, possui condições mais favoráveis de tirar proveito das aulas e dos estudos.
Historicamente fomos educados a encarar o ambiente doméstico como um território feminino; logo, todas as atividades de algum modo ligadas a ele, também o seriam. A partir de certa idade, os meninos são instados a sair; divertir-se fora de casa e ganhar o mundo, enquanto das meninas continua a se esperar que permaneçam resguardadas no lar. Malgrado todos os avanços, essa mentalidade ainda persiste. Os homens que optaram pela paternidade precisam repensar os próprios conceitos –recebidos durante sua criação, lá atrás, quando o mundo era bem diferente –, e saber como preparar adequadamente seus filhos para enfrentar a selvageria da vida adulta
Incentivar a leitura em um jovem – que ainda está dando seus primeiros passos na vida – é, portanto, mais que um gesto paternal de carinho; é uma postura inteligente diante das demandas de uma sociedade freneticamente competitiva, em que o conhecimento se firma, cada vez mais, como o capital mais importante das nações.
* Luis Eduardo Matta
Considerado uma das vozes mais criativas e originais da nova literatura nacional, Luis Eduardo Matta iniciou a carreira literária em 1993, aos 18 anos, com a publicação do livro Conexão Beirute-Teeran (Editora Chamaeleon). A decisão de assumir por ofício a escrita pelo viés ficcional resultou na publicação das obras “Ira implacável: indícios de uma conspiração” (Razão Cultural Editora); “120 horas” (Editora Planeta); “Morte no colégio” (Editora Ática); “Roubo no Paço Imperial” (Editora Ática); “O rubi do Planalto Central” (Editora Ática) e O véu (Primavera Editorial).

A leitura é algo de suma importância em nossas vidas, por isso em qualquer lugar e momento podemos praticar o hábito de ler.







As tecnologias do mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem a leitura de livros de lado, o que resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo vocabulários cada vez mais pobres.

A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso acontece por falta de hábito, pois se a leitura fosse um hábito as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo.

Muitas coisas que aprendemos na escola são esquecidas com o tempo, pois não as praticamos. Através da leitura rotineira, tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos posteriormente. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler; e talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nossoconhecimento mais amplo e diversificado.

Durante a leitura descobrimos um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas.
O hábito de ler deve ser estimulado na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso, assim ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz. Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois comer, beber e dormir até eles sabem; é a leitura, no entanto, que proporciona a capacidade de interpretação.
Toda escola, particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

LEITURA PARA CRIANÇAS: IDEIAS PARA LER EM VOZ ALTA

Crianças adoram quando alguém lê em voz alta para elas. Ler para seu filho permite que você compartilhe seu amor pelos livros enquanto passa momentos de qualidade com ele ou ela. O texto de hoje vai tratar sobre a arte de ler em voz alta, a importância da leitura para crianças e a escolha de bons livros infantis, tudo para formar o hábito da leitura desde cedo, sem forçar a barra.
Ler em voz alta é uma verdadeira arte. O momento mágico de ouvir histórias é parte especial na vida de qualquer criança, um maravilhoso modo de estimular o gosto pela leitura e, mais do que isso, a paixão pelos livros. Dada a importância desse aspecto na vida de seu filho, vamos falar hoje de algumas estratégias para melhorar seu desempenho de leitura oral de forma a manter sua audiência interessada.

A arte da leitura oral: mantendo seu leitor atento do início ao fim

Antes de iniciar a leitura de qualquer livro, tire um tempo para falar do título e do design da capa — elementos muito importantes para criar expectativa em relação à história. Se o livro já foi iniciado, fale sobre o último capítulo lido e relembre os fatos importantes como forma de contextualizar o que virá a seguir.
Leia devagar, mas com entusiasmo, pois sua energia e animação como leitor sempre serão transmitidas para sua audiência (isso vale, inclusive, para professores lendo para suas turmas, ou em contações de histórias). Ler em voz alta significa ser um leitor-ator, então não tenha vergonha de criar vozes diferentes para cada personagem e outros sons típicos da dramatização: seu filho vai amar esse tipo de coisa!
É importante lembrar que algumas crianças são muito visuais e/ou cinestésicas, por isso podem apresentar dificuldade em ficar sentadas ouvindo alguém ler para elas. Essa situação pode ser contornada através da interação direta entre vocês durante a leitura: gesticule bastante, faça caretas de medo, raiva e outras emoções, desenhe formas geométricas com as mãos, prepare fantoches antecipadamente, e tudo o mais que puder fazer para manter o engajamento entre a criança e a história do livro.

Compreendendo sua audiência: a importância das interrupções durante a leitura

Sentar-se em silêncio para ouvir atentamente uma leitura é uma habilidade que precisa ser aprendida, podendo ser nada natural para diversas crianças. Mesmo enquanto fica se remexendo seu filho ainda consegue prestar atenção. É possível, inclusive, que ele fique mais atento à medida que participa ativamente da história, ou seja, aquelas interrupções que acontecem todo momento indicam um esforço da criança para engajar-se ao texto e à experiência de leitura.
Ler não precisa, necessariamente, ser um momento de silêncio e inatividade. Permita que seu ouvinte responda à história de modo criativo e enérgico.

Aprendendo a ler conforme você lê

O simples fato de ouvi-lo ler em voz alta significa uma experiência de aprendizagem para a criança, porém há diversos outras formas de tornar essa atividade mais interativa e dinâmica:
  • Permitir que seu filho leia o nome de um personagem ou uma determinada frase toda vez que ela aparecer no texto;
  • Falar antecipadamente, mas sem dar muitos detalhes, sobre um momento importante da história, para criar expectativa;
  • Responder prontamente quaisquer perguntas que ele faça;
  • Dizer que não responderá nenhuma pergunta sobre determinado personagem, por que é muito perigoso;
  • Ler através de sussurros em determinados trechos escolhidos com antecedência
  • E tudo o mais que você puder imaginar.
Divirta-se ao contar histórias para seu filho e orgulhe-se por estar permitindo que ele conheça um mundo criativo e estimulante que vai ajudá-lo a desenvolver diversas outras facetas de seu aprendizado. Lembre-se que mostrar seu amor pelos livros sempre será o estímulo mais poderoso no sentido de encorajá-lo a explorar o mundo da literatura e melhorar suas habilidades de leitura

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Cursos online grátis de Música das melhores universidades do mundo

Você é apaixonado por Música e sua história e teoria? A Universia Brasil vai ajudar você a estudar com os professores das melhores universidades do mundo. Confira abaixo a lista de cursos online e gratuitos oferecidos e complemente os seus estudos:







 
  • Aulas Teóricas de Música da Dave Conservatorie (Royal College of Music) - Site da Dave Conservatorie - O curso tem uma variedade enorme de aulas que vão desde a teoria básica até a leitura completa de partitura. As aulas são da Royal College of Music.

  • Cursos Gratuitos de Música (Berklee College of Music) - Site Oficial - O curso oferece aulas gratuitas de música de Berklee College of Music e sua escola de extensão online, a Berkleemusic. As lições estão disponíveis em vários formatos. O estudante pode assistir, ler, baixar e compartilhar o conteúdo educacional com seus amigos e colegas músicos.

  • Escutando Música (Yale University) - Faça o download do curso aqui - O curso apresenta uma nova proposta para se aprender música. O professor sugere que escutar música não é uma atividade para relaxar, mas sim, um processo ativo e gratificante. As palestras trabalham com elementos básicos da música clássica ocidental, como ritmo, melodia e forma.

  • A Política na Música (Yale University) - iTunes - Site Oficial - O curso tem como objetivo analisar a influência da música nas questões políticas.

  • Palestras de Leonard Bernstein (Harvard University) - YouTube - O curso conta com seis palestras públicas de Leonard Bernstein, professor de música da Harvard University.

Veja também: